segunda-feira, 26 de maio de 2008

Figuras da Igreja marcam plano trienal do CNE




João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá e São Paulo serão modelos na educação das crianças e jovens escuteiros




Escuteiros cheios de vivência espiritual e testemunho da missão evangelizadora é a meta traçada pelo Chefe Nacional do Corpo Nacional de Escutas, Carlos Alberto Pereira, para o final do triénio 2008-2010.
Reunidos em Conselho Nacional Plenário, os dirigentes das secções e agrupamentos espalhados pelo país reuniram este fim de semana, preparar o plano de acção para os próximos três anos de actividades do CNE.
O próximo triénio do CNE vai ser marcado, em especial, por três figuras da vida da igreja. O ano Paulino não vai passar ao lado do CNE. Como movimento de igreja que é, “vamos valorizar esta figura enquanto caminhante”, explicou Carlos Alberto Pereira à Agência ECCLESIA. A conversão e o crescimento serão temas a abordar a partir de São Paulo.
Os valores terão também destaque na programação trienal do CNE, nomeadamente através do testemunho do Beato Nuno de Santa Maria. “Queremos reflectir sobre os valores do mundo em contraposição com os valores do Reino”, aponta o Chefe Nacional.
A caridade, através do exemplo de Madre Teresa de Calcutá, será outra referência.
Carlos Alberto Pereira sublinha que esta nova “roupagem” não irá substituir o método anterior “que continua a ter força”. Estes novos modelos serão introduzidos nas secções. Seguir os exemplos de figuras importantes da vida da igreja são um “novo enriquecimento”, para que as crianças sintam que quando “falamos de um exemplo, este é um modelo actual, do tempo de hoje”, aponta.
O Chefe Nacional destaca a importância de se basearem no concreto da vida e “não termos de recorrer ao abstracto dos primeiros cristãos, que apesar de serem um forte exemplo, estão longe”. Tanto as figuras de Madre Teresa de Calcutá, de João Paulo II e também dos Pastorinhos de Fátima, são exemplos e modelos que “jovens e crianças conhecem e aderem”.
O CNE comemora 100 anos de existência de um método educativo lançado por Baden Powell. No final do triénio, quando o CNE celebrar 103 anos, Carlos Alberto Perteira aponta que será importante reflectir se “soubemos ser fiel à missão evangelizadora e se os jovens são testemunho do que aprendem, quando estão no CNE e depois quando saem”.
A vivência testemunhal é imprescindível para o Chefe Nacional. “O compromisso de viver e dar testemunho de um ideal deve marcar tanto o CNE como todos os movimentos de Igreja”.
Carlos Alberto Pereira explica que o CNE vive nas bases, junto das crianças e dos jovens. “Registamos uma grande adesão em quantidade, mas também em qualidade”, aponta. “Os jovens vão descobrindo Cristo pelo que fazem no seu dia-a-dia, sem grandes discursos ou reflexões teológicas”, explica, evidenciando a simplicidade do método.
À medida que as crianças e os jovens crescem o seu empenho é cada vez maior. “A vontade de servir os outros sem esperar recompensa está muito presente no método experimentado pelas crianças e pelos jovens”.
Se à vontade social “que todos os jovens têm, juntarmos a ideal do Evangelho, pode fazer-se um grande trabalho”, exprime o Chefe Nacional.
No Conselho Nacional Plenário, que reúne de três em três anos, têm assento todos os dirigentes dos agrupamentos, num total de cerca de 10 mil pessoas. José Ferreira Rodrigues, Presidente da Mesa dos Conselhos Nacionais, explicou à Agência Ecclesia que o Conselho que decorreu no passado fim de semana, contou com a maior participação dos últimos cinco.
Os encargos financeiros e a disponibilidade são impedimento para uma maior representação. De qualquer forma o Presidente da Mesa assume que seria “inviável” a preparação de reuniões com uma total participação de dirigentes que existem a nível nacional.
“O mais importante é perceber a participação de dirigentes novos”, aponta José Ferreira Rodrigues, que indica que cerca de 50% do plenário é constituído por dirigentes com menos de 35 anos.


Lígia Silveira 24/05/2008

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Senhor Jesus Cristo, realmente presente na Eucaristia, ensina-nos a adorar.



Oração do Cardeal-Patriarca na conclusão da Procissão do Corpo de Deus


Senhor Jesus,
Durante a Vossa vida terrena os Vossos discípulos pediram-Vos que os ensinásseis a orar. E a oração que lhes ensinastes, partilha da Vossa própria experiência de intimidade com o Pai, convidou-os a adorar a Deus, na fidelidade à Aliança, quando Deus Se revelou como único Deus e Salvador de Israel e proibiu o Povo que se prostrasse diante de outros deuses. Na oração que lhes ensinastes, não os convidastes a prostrarem-se diante de Deus com temor, mas a reconhecerem a Sua ternura de Pai, a reconhecerem a transcendência de quem habita no Céu e a desejarem obedecer à Vossa vontade aqui na terra, como o fazem os Anjos no Céu. Como os vossos discípulos, nós hoje, prostrados diante de Vós, sem medo e com amor, pedimo-Vos: Senhor ensina-nos a adorar, a adorar-Vos a Vós, Filho de Deus, Palavra eterna do Pai, realmente presente na Santa Eucaristia.
Que a nossa adoração seja o reconhecimento simples e sincero da Vossa presença real, da Vossa transcendência divina, do Vosso amor misericordioso, da Vossa ternura de Bom Pastor. Adoramo-Vos porque confiamos em Vós, e em Vós depositamos todo o nosso desejo de viver, todo o nosso anseio de felicidade, todo o amor com que amamos os irmãos. Adoramo-Vos porque Vós sois tudo para nós, em Vós está o segredo da nossa vida, a fonte da nossa esperança.
Que a nossa adoração seja acção de graças e louvor, pela forma simples e silenciosa com que Vos tornais presente na Vossa Igreja, sem infundir o temor da Vossa transcendência, nem sublinhar o nada da nossa fraqueza. Nesta forma de estardes realmente presente no meio de nós, sublinhastes a acessibilidade a quem Vos procura, a bondade de Quem nos ama, a paciência de Quem nos espera.
Ensinai-nos a adorar-Vos com todo o nosso ser, o nosso corpo e os seus dinamismos, o nosso espírito e os seus anseios. Que a nossa adoração seja oferta de todo o nosso ser, confiança na Vossa capacidade de o redimir, desejo de Vos conhecer e de Vos amar. Que o nosso corpo saiba encontrar, em contacto com o Vosso, a sua própria maneira de Vos amar e de Vos manifestar a nossa ternura e o nosso desejo de fidelidade, sem esquecer que a adoração que Vós preferis é a do coração, aquela dos que Vos adoram em espírito e verdade.
Ensinai-nos a adorar em silêncio para Vos escutar como Palavra do Pai: ajudai-nos a não preencher a nossa adoração com sentimentos, desejos, palavras humanas, mas a acolher a Palavra viva de Deus, aquela que Vós próprio ouvistes do Pai, e que é a Verdade e a Vida. Só essa Palavra viva gerará em nós o verdadeiro silêncio, aquele que não é apenas ausência dos ruídos humanos, mas o mergulhar do coração na apaixonante realidade da comunhão conVosco.
Ajudai-nos a fazer da nossa adoração um prolongamento da oferta eucarística, em que Vos ofereceis sempre de novo pela salvação dos homens e a que nos quisestes amorosamente associar. Que a nossa adoração seja oferta, disponibilidade para a missão, generosidade para o sacrifício, desejo de fidelidade e de santidade.
Ensinai-nos a compreender que, quando cada um de nós Vos adora, é a Igreja que Vos adora. Vós, Cabeça da Igreja, partilhastes connosco essa possibilidade de englobar toda a Igreja no nosso louvor. Que a nossa adoração seja o lugar para Vos apresentar todas as necessidades e anseios da Vossa Igreja: a fidelidade das famílias, a santidade dos sacerdotes, a fidelidade à missão, o amor pelos mais pobres, o respeito pela inocência das crianças. Que quando cada um de nós Vos adora, Vós vos sintais adorado por toda a Igreja.
Queremos aprender com Maria, Vossa e nossa Mãe, a maneira silenciosa de Vos contemplar, a solicitude para Vos acolher e Vos consolar, e a ousadia para Vos interpelar, como o fez naquela festa de casamento, em Caná da Galileia. Queremos aprender com Ela, queremos adorar sempre com Ela, pois, como Mãe da Igreja, Ela estará sempre com quem adora.
Que a nossa adoração seja experiência de intimidade conVosco, onde Vos podereis revelar para melhor Vos conhecermos.
Senhor, ensinai-nos a fazer da nossa adoração um louvor da Santíssima Trindade, a perceber, adorando-Vos, que o Pai vos ama no Espírito Santo e que Vós sois o caminho, o único caminho, que nos levará ao Pai.
Senhor, semeia no nosso coração o desejo de Vos adorar; Senhor, atrai-nos para Vós; Senhor, conduzi-nos ao Pai, na unidade amorosa do Vosso Espírito Santo.
† JOSÉ, Cardeal-Patriarca

quarta-feira, 21 de maio de 2008

O Crisma deve ajudar os jovens a fazer uma síntese e a reler toda a vida

Como de costume, a festa do Pentecostes foi celebrada na cidade da Régua, na tarde de sábado, na cidade de Chaves na manhã de Domingo e na cidade de Vila Real na tarde do Domingo, a fim de poder responder ao apelo dos párocos que solicitam a celebração do Crisma nos intervalos das visitas pastorais às paróquias. Presidiu às celebrações o bispo da diocese, D. Joaquim Gonçalves, e concelebrou o bispo coadjutor, D. Amândio José Tomás.
....Na sua homilia, o bispo diocesano fez uma catequese sobre a acção do Espírito Santo na vida dos fiéis:
«O Espírito Santo foi enviado depois da acção de Jesus para iluminar a palavra e a acção de Jesus e a acção original do Pai Criador. O Espírito, disse Jesus, não tem doutrina própria, mas fala do que é meu, recordará o que eu vos ensinei, fará passar pelo coração o que tendes na inteligência. E fará compreender que Jesus não é um filósofo, mas o Senhor; fará compreender a obra do Pai, fará compreender que a natureza é uma criação, é um dom; o Espírito fará ainda compreender que a Igreja não é uma empresa humana, mas o Povo de Deus; que o Domingo não é um feriado, mas o dia de Páscoa em cada semana; que a Família não é uma invenção humana, sujeita aos nossos caprichos, mas um plano natural do Criador e assumido por Jesus Cristo».

Ordenação de Diáconos Permanentes no Dia da Mãe: a Igreja diocesana, mais completa.

Decorreu na tarde do 1º Domingo de Maio, na Sé catedral, a cerimónia de ordenação de 2 novos Diáconos Permanentes: Dr. António de Matos, oficial de finanças e Dr. Paulo Santos, professor de Educação Moral e Religiosa, ambos com raízes familiares no concelho de Boticas.
Apesar da grande importância, este acontecimento passou sem a devida referência em muitas comunidades paroquiais.

É neste contexto que publicamos o texto da Homilia que na oportunidade proferiu Sua Ex.ª Rev.ª D. Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real:


Ocorrem neste dia várias celebrações: a Ascensão do Senhor ao Céu, a Ordenação de Diáconos, o Dia da Mãe e o Dia das Comunicações Sociais. São festas diferentes mas que se interligam.

1 - Em primeiro lugar, a Ascensão de Jesus ao Céu. A Ascensão é o outro rosto da Páscoa. A Páscoa é a vitória de Jesus sobre a morte e a sua entrada na glória do Pai, duas faces do mesmo facto. No Domingo de Páscoa lembramos sobretudo o regresso de Jesus à vida, num estado diferente, mais elevada, a vida de ressuscitado; na Ascensão, sublinhamos o fim do período de quarenta dias durante os quais Jesus, sem deixar a glória do Pai onde se encontrava desde a ressurreição, apareceu aos Apóstolos, falou com eles, deixou-se tocar e deu--lhes muitas provas de que estava vivo, e encerrou esse período de aparições, «desapareceu entre as nuvens», diz o livro dos Actos. Jesus deixa de ser visível pelos sentidos. Convém recordar que, ao entrar na glória, Jesus regressa mais «rico» do que quando veio ao mundo. Ao vir ao mundo, o Verbo de Deus não tinha a natureza humana; pela Incarnação, fez-se homem verdadeiro e, nessa condição, entra na glória. Por esse motivo, a oração da Missa de hoje dizia que a Ascensão «é a nossa esperança», isto é, em Jesus ressuscitado, a natureza humana é chamada à glória celeste.Por outro lado, Jesus não abandona o mundo, como se tudo voltasse a ficar como estava antes de Ele vir ao mundo. Jesus permanece «connosco até ao fim dos tempos» ainda que de modo diferente mas real, pelo Espírito Santo, pela sua Igreja, pela Palavra, pelos Sacramentos. A Igreja continua a incarnação de Jesus, é o seu corpo, e Jesus é a cabeça desse Corpo que é a Igreja. Aqui se insere o segundo tema deste dia – a Ordenação dos Diáconos.
2 - O Diaconado é um grau do sacramento da Ordem, o terceiro grau, sendo o primeiro o Bispo e o segundo o Presbiterado. É o único sacramento que tem graus: o Episcopado e o Presbiterado conferem Sacerdócio, o Diaconado confere um serviço específico para auxiliar o bispo e o presbítero no pastoreio do Povo de Deus. O Diácono não é um padre, é um ministério diferente. O Diácono trabalha sempre em comunhão com o Bispo a quem promete obediência e com os Presbíteros, e faz parte da hierarquia da Igreja. É um clérigo, e rigorosamente devia tratar-se pelo seu nome próprio, «reverendo Diácono». Ao Diácono é confiado o ministério da pregação, mesmo a pregação solene a crentes e descrentes, a celebração solene do Baptismo, a guarda e distribuição da Eucaristia, a presidência da celebração do Matrimónio e bênção dos noivos, a presidência do rito de Exéquias. A meu lado tenho dois diáconos, um deles candidato a presbítero, e o outro que permanecerá assim, como homem casado. Os que hoje vão ser ordenados são homens casados e pais de filhos, e manterão essa condição. Por essa razão, tanto a esposa como os filhos foram consultados sobre o consentimento a dar para que o marido e pai assumisse este encargo.
3 - A terceira face desta celebração é para evocar o papel da mãe e o valor da maternidade. Quando se criou a festa, ela destinava-se sobretudo a despertar nos respectivos maridos e nos filhos a gratidão pela mulher. Mantendo essa dimensão, sinto que, hoje, o dia da Mãe deve servir para despertar na sociedade e nas mulheres casadas a alegria de serem mães e em todas as mulheres o respeito pelos filhos. Como todos sabemos, há em Portugal poucos nascimentos, doentiamente poucos. Invocam-se dificuldades na criação e educação dos filhos. Convém recordar que a criação de filhos foi, é e será sempre difícil, nunca existindo condições ideais. Os casais têm de possuir um pouco de aventura, pois ninguém tem a chave do futuro. A sociedade vem a estabelecer condições fantasistas para haver filhos, tais como garantia de conforto total e de não envelhecimento da mulher, garantia de um curso superior e de emprego para cada filho, a festa da boda numa quinta e uma conta bancária, um apartamento e um carro quando casarem. Ao colocar tão alto a fasquia, nunca será possível ter filhos. Meu Deus, quantas mulheres foram mães sem ajuda hospitalar, sem ajuda médica, sem subsídios, e, além da geração dos filhos, ainda ajudaram o marido no trabalho do campo. Quantas mulheres solteiras, enganadas, levaram sozinhas até ao fim a sua maternidade e suportaram heroicamente uma tarefa que devia ser suportada por dois! Respeitando as legítimas exigências do nosso tempo, permiti que vos diga que em muitos casos o que falta é temor de Deus, espírito de sacrifício e correcta informação. Sem se aperceberem disso, muitos casais são prisioneiros da mentalidade mundana difundida por vários «media».
Meus irmãos: Queria agradecer aos dois Diáconos a sua generosidade de, mantendo o seu matrimónio, assumirem este serviço à Igreja de Vila Real; quero agradecer às suas esposas, a Florinda e a Maria Agostinha e aos filhos o seu consentimento porque, sobretudo aos Domingos, ficarão privados de algumas horas de convívio com o seu marido e pai; quero felicitar as paróquias de origem dos ordenandos no concelho de Boticas porque as sementes cristãs ali deixadas há décadas por famílias piedosas frutificaram nestes novos tempos de modo oportuno. A nossa Diocese fica assim mais completa. A Igreja é isto que vedes aqui: o Povo de Deus de que esta assembleia é imagem e de que todos somos membros. Este Povo é governado e servido por este conjunto de homens a que chamamos hierarquia, um bispo, os presbíteros e diáconos. Durante anos só se viam bispos e presbíteros. Agora recuperou-se o diaconado como algo estável. Os leigos, que são a maioria dos cristãos, têm o seu ministério próprio na criação dos filhos e nas tarefas do mundo exercidas com espírito cristão, e prestam alguns serviços no interior da Igreja como leitores, cantores, acólitos, ministros extraordinários da comunhão, catequistas, conselheiros dos párocos na administração das paróquias. A Igreja é, portanto, um povo de ministérios, não há ninguém sem vocação. Falta-nos uma comunidade de vida religiosa contemplativa, ainda que tenhamos várias mulheres de idades diferentes em mosteiros de Braga, de Coimbra e de Lisboa.
Termino com uma referência pessoal à carta de S. Paulo: pede a Deus que «ilumine os olhos do coração de cada um». Este coração não é o dos transplantes, pois esse não vê nem ouve. O coração é aqui o interior do homem, a inteligência, o afecto, a sensibilidade, as profundidades da pessoa. É isso que vamos pedir para todos e para cada um de nós.
Joaquim Gonçalves, Bispo de Vila Real

terça-feira, 20 de maio de 2008

D. Joaquim preside a ordenações em dia grande para a Diocese.


Foi uma cerimónia com muito brilho aquela a que presidiu o Bispo titular da diocese de Vila Real, D. Joaquim Gonçalves, na tarde do passado domingo [4 de Maio de 2008]. Presente também o Bispo Coadjutor, D. Amândio, o Vigário Geral da diocese, Mons. António Fontes e o...



...Reitor do Seminário, Padre Manuel Linda, que concelebraram a Eucaristia, juntamente com outros sacerdotes. Tratou-se da cerimónia de ordenação de dois novos diáconos permanentes. São homens casados, que não poderão ser ordenados presbíteros, como salientou D. Joaquim na sua homilia. O povo vindo das diversas paróquias de onde são originários os novos diáconos, da cidade e muitos amigos e familiares enchia a Sé de Vila Real e seguiu as cerimónias com toda a atenção. O coro, constituído pelos seminaristas mais velhos, foi orientado pelo Padre António Matos, tio de um dos diáconos.Receberam o grau de diácono António Manuel da Silva Matos, de Adoufe, e Paulo Manuel Gomes dos Santos. Na sua homilia, D. Joaquim falou da importância e do carisma dos diáconos, o primeiro grau das ordens sacras. As outras são a de presbítero e bispo. Pelo facto de serem casados, os novos diáconos não poderão ascender ao sacerdócio. Os diáconos não podem celebrar a Eucaristia nem confessar. Mas podem realizar praticamente tudo o que compete a um sacerdote, tal como celebrar baptizados, casamentos e funerais e presidir a celebrações da palavra e distribuir a comunhão. Foi abordada também a Ascensão do Senhor, festa que se celebrou no domingo. D. Joaquim não esqueceu também o dia da Mãe, que se festejou também no mesmo dia. Na cerimónia realizada na Sé foram admitidos às ordens sacras os seminaristas Adão Filipe Moura, João Paulo Castanheira Pinto, Carlos Manuel Dias Ribeiro.
(c) 2008 Notícias de Vila Real.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

29,000 km Rezando pela Unidade



O jovem Australiano Samuel Clear começou uma caminhada à volta do globo rezando pela unidade dos cristãos. 29,000 km, dos quais aproximadamente 18.000 serão percorridos a pé e ele tem apenas 29 anos.
“O que de momento estou a fazer é andar à volta do mundo à pé rezando pela unidade dos cristãos. Comecei a caminhada no Brasil em Dezembro de 2006, e cá estou em Roma. Simplesmente, caminho e rezo. E pelo caminho paro em todas as Igrejas: Ortodoxas, Pentecostais, Protestantes, Evangélicas, e convido a rezar pela unidade.”
Samuel, uma dia engenheiro mecânico, trabalhou 5 anos com a Youth Mission Team e agora conta-nos como começou sua viagem.
“Naquele tempo na Austrália eu comecei notar que havia muita divisão dentro das Igrejas, particularmente como missionário católico era seriamente agredido por não ser cristão, porque era católico.”
O jovem Clear rapidamente descobriu o que tinha de fazer:
“Um dia estava de joelhos na missa e rezava: Senhor, adoraria ajudar-te, mas desculpa lá amigo, estás por tua conta, eu não te posso ajudar. E quando finalmente me calei, quando fiz silêncio, senti o Senhor que me dizia: Sabes, Samuel, tens razão. Tu não consegues concertá-lo, mas eu consigo. Quero que rezes.”

Fonte: H2O news

Escrito por Notícias Cristo Jovem
29-Apr-2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

D. Joaquim Gonçalves, em entrevista ao NVReal

O jornal "Notícias de Vila Real" publicou na sua edição de 22 de Abril de 2008 uma entrevista com D. Joaquim Gonçalves, por ocasião do seu regresso à Diocese e após a convalescença da delicada operação cirúrgica a que foi submetido a 12 de Janeiro de 2008 para um transplante cardíaco.
Esta entrevista parece-nos tanto mais relevante quanto é intenção do mesmo quinzenário entrevistar D. Amândio Tomás, Bispo Coadjutor, na primeira oportunidade.


D. Joaquim Gonçalves: Estado português é guloso e centralizador.

Ausente da sua diocese desde há cerca de seis meses, por motivo de doença, o bispo diocesano, Sr. D. Joaquim Gonçalves, aceitou partilhar com os leitores do Notícias de Vila Real as suas experiências recentes, ao mesmo tempo que manifestou as suas preocupações e intenções para os próximos anos.

Notícias de Vila Real (NVR): O transplante cardíaco a que foi sujeito trouxe o seu nome para a praça pública. Como foi a evolução da sua doença nos últimos meses?

Dom Joaquim Gonçalves (DJG): Comecei a sofrer do coração há 20 anos, tinha na altura 52 anos de idade. Recordo-me de procurar o Dr. José Campos, médico do Seminário, para me passar a receita de um medicamento que andava a tomar por causa da asma. Fixou-me e disse que não tinha sinais asmáticos e a falta de ar poderia ser sinal de algo mais grave e recomendou-me um cardiologista. Um ano depois dessa conversa, em 1988, fiz a primeira cirurgia às coronárias no Porto, no hospital de São João e, passados 12 anos, foi necessário repeti-la, desta vez em Gaia e pela mesma equipa que para ali se havia transferido. Desde então, um médico desse hospital acompanhou-me até ao verão passado, e há cerca de um ano, preveniu-me que o coração acusava uma degradação grave do miocárdio e das válvulas. Em Outubro passado, tentou-se um cateterismo para ver como estavam as válvulas. Não aguentei, perdi os sentidos e estive assim cinco dias. Recuperados os sentidos, o referido médico, em nome da equipa hospitalar, informou-me lue o meu caso só se resolveria com um transplante. Vi-me numa situação que nunca me tinha passado pela cabeça. Contactou-se o Centro de Cirurgia Cardiotorácica de Coimbra tendo o professor Manuel Antunes informado que no momento não tinha lista de espera e que poderia ir. Fui transferido no último dia de Outubro para fazer os exames preparatórios, que ficaram prontos no dia 12 de Novembro. Nesse dia decorreu a entrevista preparatória com o cirurgião, e aguardei na Póvoa durante uma semana o aparecimento de um coração compatível. No fim de Novembro fui viver para o Paço Episcopal de Coimbra a fim de estar mais perto do Centro de Cirurgia.
No dia 12 de Janeiro, pelas vinte e duas horas, o próprio professor telefonou-me para ir para o Centro porque tinha aparecido um coração compatível e queria falar comigo antes do transplante. Foi assim que vivi uma experiência única: saí de casa para um transplante como se fosse dar um passeio ou fazer uma simples consulta ao dentista! Quando cheguei, falei um bocado com médico e pouco antes da meia-noite entrei para o bloco operatório. O professor tinha-me informado que recuperaria plenamente os sentidos cerca de 12 horas após a cirurgia, as às 5.30h já estava no quarto e acordei. Recordo-me de perguntar à enfermeira quando era a operação. Respondeu-me que já tinha o novo coração a trabalhar mas que ia voltar a adormecer para descansar e, mais tarde, acordaria plenamente. Ainda me corda de, horas depois, tomar uma canja. Pelas 6 horas da tarde acordei sem dores nenhumas ainda que algo cansado.

NVR: Enquanto crente e bispo como viveu esta experiência?

DJG: Isso é uma zona muito delicada... [ler mais]